Confira algumas curiosidades sobre o Mundaú, praias e o Ceará.

Mundaú e sua História

Situada entre beleza pitoresca das dunas a leste e ao sul. O encanto do oceano Atlântico ao norte, e a foz do rio meio a Oeste, fica a Vila de Mundaú, uma das mais belas praias do litoral cearense. Praia essa que foi habitada pelos índios Tapuias, dos Potiguaras.

O navegador Américo Vespúcio afirmou em seus relatos ter avistado em 17 de agosto de 1501 o litoral do Ceará a 3 030º (três graus e trinta minutos) ao sul da ilha do Equador. Pois essa é a posição do nosso querido Mundaú, que recebeu em suas praias o par romântico Martim e Iracema de José de Alencar. Deleitaram-se banhando-se nas águas do Rio Mundaú e saboreando o nosso famoso Camurupim. José de Alencar refere-se com muita simpatia ao Mundaú em sua obra Iracema, ressaltando-se a abundância pesqueira e a beleza da pequena bacia, em 1865.

O escritor explica ainda a origem do seu nome, sendo Mondo é=trição e hu=rio, então RIO DA TRAIÇÃO; entretanto no livro da Srª Maria Pia de Sales – História do Trairí – ele é descrito como Rio Torto. Já em outra fonte, é explicado como grande LAGOA. Não podemos precisar qual o correto, mas podemos garantir que o nome nossa comunidade foi herdado do rio - Rio Mundaú – que nasceu na parte meridional da Serra de Uruburetama e caminha 160 km até desembocar ao encontro do Mar, na Barra de Mundaú. Sua bacia hidrográfica 1500 km2 é formado pelos rios Angelim, Cruxati e Sororó.

Comenta-se que a primeira capela de Mundaú foi construída pelos Jesuítas em 1857, quando aqui vieram com a missão de catequizar os índios. Foi encontrado uma pedra de mármore, a pedra d’ara com inscrições dessa data. Essa capela teria sido tomada pelo mar, como aliás todo o povoado, que foi forçado a abrir a mata e, onde se chamava Buraqueira, reedificar suas cassas existentes, que eram de palha, term pegado fogo de uma só vez.

Depois das casas, foi construída outra capela de São Miguel, no local que ainda se encontra. Essa capela foi construída pela SRª Laiá, esposa do SRº Loiô. Com o passar do tempo, a capelinha começou a cair; a comunidade se reuniu outra vez, liderada pela SRª Sinhá Neném e pelo Pe. José Romualdo.

Em 1911 a imagem de S. Miguel veio a Portugal. Uns dizem que foi doada por D. Maria da Glória, outros dizem que foi de D. Laiá. Não podemos afirmar sequer se são a mesma pessoa, que é bem provável.

Somente em 1992 foi novamente reformada a capela e a casa paroquial, recebendo a forma atual.

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